Histórico
O Decreto Federal nº 23.273, de 23 de janeiro de 1943, antigo Código Florestal, previa a criação e organização, pelos Estados, de suas Polícias Florestais.
O Art. 7º, alínea “e” do Decreto Estadual nº 13.213, de 08 de fevereiro de 1943, atribuiu à Procuradoria do Patrimônio, a organização da Polícia Florestal do Estado de São Paulo. Em 28 de julho de 1943, por força do Decreto Estadual nº 13.487, tal atribuição foi transferida para o Serviço Florestal do Estado, órgão da Secretaria da Agricultura.
Em 13 de maio de 1949, foi colocado à disposição do Serviço Florestal, a pedido da Secretaria da Agricultura, o então 1º Ten PM Odilon Spínola Neto, a fim de organizar a Polícia Florestal do Estado.
Pelo Decreto nº 19.008-A, de 14 de dezembro de 1949, a Polícia Florestal passou a contar com o contingente de 28 homens, da ex-Força Pública, assim distribuído:01 Tenente; 05 Sargentos; 04 Cabos e 18 Soldados.
Em 1956, o Pelotão inicial, que posteriormente transformou-se em Companhia, passou a denominar-se CORPO DE POLICIAMENTO FLORESTAL, nome este que perdurou até 09 de fevereiro de 1971, quando foi modificado para CORPO DE POLICIAMENTO DOS RECURSOS NATURAIS.
Com o Decreto nº 7.289, de 15 de dezembro de 1975, passou a constituir o 1º BATALHÃO DE POLÍCIA FLORESTAL E DE MANANCIAIS (1ºBPFM), com 05 Companhias, cabendo a cada uma, uma área de fiscalização que abrangia cerca de 1/5 (um quinto) de todo o Estado, tendo suas sedes separadas do Comando por grandes distâncias.
O Governador do Estado de São Paulo, Dr. Paulo Egydio Martins, sensibilizado com esses problemas, criou o 2º BATALHÃO DE POLÍCIA FLORESTAL E DE MANANCIAIS (2ºBPFM) e suas respectivas Organizações Policiais Militares (OPM) subordinadas, pelo Decreto Estadual nº 8.684, de 30 de setembro de 1976.
Após o Decreto de criação, com sua inauguração efetivada no dia 21 de junho de 1977, o 2º BPFM foi instalado na Travessa Mal. Deodoro nº 107 – Centro – Birigüi/SP, estando presente o Governador do Estado, Paulo Egydio Martins, Prefeito Municipal de Birigüi, Pedro Marin Berbel, o Comandante Geral da PMESP, o Coronel EB Francisco Batista Torres de Melo, o Comando do Policiamento do Interior, Coronel Juvenal Lopes da Silva, o Comando do Policiamento de Área do Interior – Região 5, Coronel João Máximo de Carvalho Neto, o Comandante do 1º BPFM, o Tenente Coronel Raul da Luz e demais autoridades civis e militares.
Em cerimônia realizada na Secretaria do Meio Ambiente (SMA), em 09 de novembro de 2001, o Governador de Estado, Geraldo Alckmin assinou o Decreto Estadual nº 46.263, que alterou o nome Florestal e de Mananciais para Ambiental, o que conferiu maior amplitude às missões das Unidades de Policiamento no Estado de São Paulo.
Com esse Decreto o 2º Batalhão de Polícia Florestal e de Mananciais passou a chamar-se 2º BATALHÃO DE POLÍCIA AMBIENTAL (2º BPAmb), atualmente dividido, em 4 Companhias (Cia), estas em 9 Pelotões (Pel) e estes em 10 Bases Operacionais (BOp).
Sobre o Policiamento Ambiental
O Policiamento Ambiental, maior força policial estadual voltada à proteção da natureza da América Latina, é uma das unidades especializadas da Polícia Militar do Estado de São Paulo que atua nos 645 municípios e em todo o litoral.
Possui 116 unidades de atendimento integradas com um efetivo fixado de mais de 2.200 homens e mulheres dedicados ao policiamento ambiental. Possui mais de 400 viaturas, embarcações e motocicletas. Conta ainda com um helicóptero biturbina, Augusta Grand New, dedicado à fiscalização da Serra do Mar, dos mosaicos da Mata para o monitoramento da Serra do Mar e litoral.
Conta com recursos de monitoramento por satélites e com veículos áeros não tripulaváveis que monitoram as regiões de interesse e locais de difícil acesso. Atua ainda de maneira especial nas regiões de relevante interesse ambiental, como nas Unidades de Conservação do Estado, que juntas somam mais de 760 mil hectares.
